Aqui está o equipamento que se encontra actualmente no topo das minhas prioridades.Nome? Osmoregulador. "Ui" dizem vocês. Um osmoregulador. Mas para que raio é que este gajo quer um osmoregulador. Mais: mas afinal, o que é um osmoregulador?
Bene, vou tentar explicar da forma mais simples possível. Continuem a ler, não desistam.
Devido às trocas gasosas que existem à superfície do aquário (entra o2, sai co2) acontece um fenómeno muito simples, que todos nós aprendemos na escola. Evaporação! Como já expliquei anteriormente, a natureza é maravilhosa e nos oceanos apenas se evapora a água doce, mantendo-se o sal na água (o que explica o facto do sal ser obtido nas salinas, através de evaporação).
Significa isto, que no aquário é necessário adicionar água doce para repor a água evaporada. Isto deve ser feito numa base diária, caso contrário a evaporação da água doce provocará um aumento da salinidade da água (o mesmo sal para menos água).
Um osmoregulador, serve exactamente para isso. Para repor a água evaporada de forma constante de forma a minimizar as variações na salinidade da água.
Vamos olhar novamente para a imagem que acompanha este post. Através da maquineta do meio (bóia de nível/peristáltica), fixamos o limite mínimo de água que desejamos manter.
Quando o nível de água desce para além desse limite, a bomba peristáltica acciona a maquineta da esquerda (que deve estar dentro de um jerrican com a água a repor no aquário), que não é mais do que uma bomba que vai buscar a água ao jerrican e que a passa para a maquineta da direita. A maquineta da direita vai repor a água no aquário em sistema de pinga-pinga/conta-gotas.
Quando o nível de água introduzido ultrapassa o nível mínimo, a bóia de nível sinaliza à bomba que pode parar a reposição pinga-pinga.
Ok? Não é fácil, mas também não é muito dificil. Preparem-se porque isto é apenas o nível básico. Amanhã avançamos para o nível avançado :-)
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